sábado, 23 de maio de 2015

ALERGIA A PICADA DE PULGA

A DAPP (Dermatite Alérgica a Picada de Pulga) acomete cães e gatos sendo considerada bastante comum no dia a dia do clínico veterinário podendo corresponder a 90% dos casos de coceiras (prurido) nos gatos e a 40% no caso dos cães.
É causada pela injeção da saliva das pulgas na pele no momento em que as mesmas vão se alimentar do animal, pois além de suas propriedades anticoagulantes a saliva também possui mais de 15 componentes altamente alergênicos. 
Vale ressaltar que somente os animais que possuem sensibilidade alérgica é que irão reagir a presença das pulgas, uma vez que se pode observar animais intensamente parasitados sem sintoma algum da DAPP. Também vale ressaltar que  não é necessário infestação para se observar a presença dos sintomas em indivíduos pré-dispostos, bastando a presença de uma única pulga para que os mesmos apresentem os sintomas.
As pulgas são ectoparasitas chamados temporários uma vez que vão aos animais somente para se alimentarem, estando presente maciçamente no ambiente, ou seja, somente 5% das pulgas estão no animal os 95% restante estão no ambiente. E é justamente no ambiente que as pulgas vão fazer a postura de seus ovos. Dessa forma, tal informação é de suma importância para o  sucesso do tratamento, pois na verdade é muito mais importante efetuarmos a eliminação das pulgas no ambiente que no próprio animal.
EXCREMENTOS DE PULGA:
Os parasitas alimentam-se do sangue do animal defecando depois sobre o corpo do mesmo. 
Tal fato é facilmente visualizado em animais de pelagem branca, mas com um pouco mais de atenção, também se é possível essa visualização em animais de pelagem escura.
O principal sintoma observado é a coceira (prurido), uma vez que a mesma é que acaba levando ao aparecimento de lesões secundárias como escoriações, feridas com secreção sanguinolenta e crostas. 
O diagnóstico é feito com base na história clínica, na presença de fezes e/ou pulgas e de lesões pruriginosas compatíveis com a doença. Mesmo na ausência dos ectoparasitas, se a doença for suspeita, o animal deve ser submetido ao tratamento e a sua resposta deve ser observada.
Cães infectados com pulgas também são portadores de Dipylidium Caninum (parasita intestinal). Dessa forma ao traçarmos um tratamento temos sempre que incluir a ministração de um vermífugo específico.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ESCOVAR OS DENTES DE CÃES E GATOS É FRESCURA?

CLARO QUE NÃO! 
Na verdade a higiene bucal de nossos pets é tão importante para a saúde deles quanto é para nossa.
Sem higiene bucal ocorre a formação de placa bacteriana a qual é responsável pelo mal hálito e pelo acúmulo de tártaro que nada mais é senão a mineralização da placa bacteriana, ou seja, um depósito de minerais oriundos da saliva e do resto de alimentos.
O acúmulo de tátaro via de regra causa gengivite e periodontite, caracterizando assim a doença periodontal, a qual acomete os tecidos de suporte (gengiva) e sustentação dos dentes.

A conseqüência mais grave da doença periodontal é que tais bactérias e seus metabólitos caiam por um motivo qualquer na corrente sanguínea e que dessa forma venham a se alojarem em órgãos vitais como rins, coração, fígado entre outros.

Por isso é de fundamental importância que tomemos algumas medidas que visam a minimizar tais riscos:

Como por exemplo fornecer aos nossos amigos de forma rotineira ração seca, além de deixarmos ao seu dispor brinquedinhos (conhecidos como dental bone), biscoitinhos e ossinhos específicos que evitam o acúmulo do tártaro.
Sendo também de suma importância proceder diariamente a escovação dos dentes utilizando material adequado (dedeira ou escova apropriada) e Pasta de Dentes específica para cães e Gatos as quais não contém Flúor e podem ser engolidas sem nenhum problema para saúde de nossos amigões.

Além disso, recomenda-se pelo menos uma visita anual ao seu médico veterinário para verificação da necessidade da limpeza de tártaro.

domingo, 12 de abril de 2015

SARNA DEMODÉCICA

A sarna demodécica canina é causada por um Ácaro, o Demodex Canis, o qual a princípio habita a pele de todos os cães, presente nos folículos pilosos e por vezes nas glândulas sebáceas. Não havendo nenhum risco de transmissão para o homem.
Ácaro: é a designação comum a algumas espécies de artrópodes da subclasse Acarina(=Acari), pertencentes à classe dos aracnídeos, subclasse à qual pertencem mais de 30.000 espécies. 


Até pouco tempo a sarna demodécica era considerada uma "doença hereditária". Atualmente sabe-se que a questão da hereditariedade está ligada a uma deficiência do sistema imunológico, mais especificamente, a produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imunológico. Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento dos sintomas da sarna demodécica e de outras doenças. 
Alguns experimentos comprovaram que não há transmissão intra-uterina, dessa forma descarta-se a probabilidade da mesma ser considerara congênita.


Os sintomas da Sarna Demodécica geralmente aparecem quando um determinado indivíduo portador da pré-disposição genética (a nível de Linfócitos T) passa por uma ou mais situações bastante específicas como por exemplo uma situação de estresse, esse estresse acaba fragilizando o sistema imunológico do indivíduo. Essa fragilidade acaba alterando de alguma forma a pele do cão e tornando a mesma um ambiente propício para a proliferação do ácaro.
As situações que podem causar a imunossupressão nos indivíduos com pré-disposição podem ocorrer também por erro de manejo (limpeza incorreta do ambiente), em função de algumas doenças (hipotireoidismo, neoplasias, infestação de parasitas), cirurgias, uso prolongado de corticosteroides, etc.
Dessa forma, como pelo menos até o presente momento não temos como saber previamente se nosso cãozinho pertence ou não ao grupo com deficiência a nível de Linfócitos T, podendo ficar suscetível à uma proliferação desordenada dos Ácaros da Sarna Demodécica em função de uma ou mais situações acima citadas e até mesmo a outras moléstias. Devemos e podemos então tentar evitar algumas situações como por exemplo erro de manejo, executando um manejo correto no ambiente, dando preferência a utilização de um produto a base de Quaternário de Amônio (Herbalvet), nas diluições e periodicidades recomendadas pelos fabricantes. Além disso, devemos evitar ao máximo as situações de estresse, manter nossos amigões livres de parasitas internos e externos etc.


É de suma importância também deixar bem claro que, para que um determinado profissional possa concluir definitivamente sobre a pré-disposição genética (a nível de Linfócitos T), no caso específico da Sarna Demodécica se faz necessário um raspado de pele realizado através de técnica correta, levando o material ao microscópio, constatando a presença de vários ácaros em seus diversos estágios de desenvolvimento por campo de observação (ovo, larva, ninfa e adulto). A presença por exemplo de apenas um ácaro não torna o resultado do exame conclusivo em relação à hereditariedade, uma vez que o ácaro já habita a pele de todos os cães. É também muito importante pesquisar pais sintomáticos sempre que possível. 
Além disso, deve-se considerar também a idade do animal, pois animais jovens podem ser acometidos de uma proliferação de ácaros, serem tratados e nunca mais virem a apresentar sintomas (Sarna Demodécica Juvenil), uma vez que um filhote é um organismos em formação e não tem ainda suas defesas totalmente constituídas, o que não significa, pelo menos nesse momento específico, que aquele indivíduo tenha algum problema a nível de Linfócitos T para que se possa concluir pela pré-disposição genética. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

HIPOTIROIDISMO EM CÃES

O hipotireoidismo é uma doença de grande incidência em cães, porém pouco comum em gatos. A glândula tireóide possui uma série de funções, sendo mais conhecida devido a sua capacidade de regulação do metabolismo.

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireóide passa a não produzir a quantidade necessária de hormônio. A doença gera uma série de diferentes sintomas que podem estar relacionados a outras doenças. Suspeita-se de hipotireoidismo quando o animal apresenta sintomas de obesidade, ganho de peso excessivo e rápido, alopecia (queda de pêlos) e problemas de pele, sendo a maioria desses sintomas em conjunto.
Por ser a glândula tireóide a responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina), um simples exame de sangue, em teoria, seria o suficiente para que o diagnóstico da doença fosse feito de maneira precisa. No entanto, muitos cachorros contam com uma quantidade muito baixa destes hormônios na sua circulação e, nesses casos, o animalzinho pode acabar ficando sem um diagnóstico correto por anos.
Tanto as causas quanto os sintomas que envolvem a ocorrência desta doença em cães são diversos e, infelizmente, não há maneiras de ajudar para que seu cãozinho fique previnido do problema. Entretanto, uma das razões que pode desencadear a doença é, justamente, a predisposição genética para o hipotireoidismo que algumas raças específicas possuem.
Na maioria das vezes, os cães passam a mostrar os primeiros sinais relacionados à doença quando chegam à meia-idade (entre cinco e dez anos de vida) e, além de haver uma predisposição genética por parte dos cachorros de algumas raças determinadas, especialistas afirmam que os animais castrados - tanto machos como fêmeas - podem apresentar um risco maior de desenvolver a doença quando comparados aos pets não-castrados.
O hipotireoidismo pode ocorrer sempre que houver algum distúrbio no eixo hipotálamo-hipófise-tireóide, porém mais de 95% dos casos ocorre devido a uma destruição da glândula tireóide. 50% dos casos em que há destruição da glândula tireóide em cães, estão relacionados a doenças auto-imunes, em que o próprio organismo mata as células da tireóide. Os outros 50% são causados por atrofia do tecido da glândula tireóide e conseqüente infiltração de tecido gorduroso na glândula. A causa desta atrofia e substituição por tecido gorduroso ainda é desconhecida.
Entre as raças que têm maiores chances de apresentar a doença ao longo da vida, podemos citar Golden Retriever, Doberman, Pinscher, Setter Irlandês, Schnauzer Miniatura, Dogue Alemão, Boxer, Poodle, Dachshund, Cocker Spaniel, Rottweiler, Beagle, Labrador e Airedale Terrier. Assim como há raças com maior risco da doença, há, também, outras em que o problema dificilmente ocorre, como no caso do Pastor Alemão e da maioria dos cães de raça mestiça.
Os sintomas são muito variáveis e dependem da idade do animal em que aparece a deficiência dos hormônios da tireóide. Porém os sintomas compreendem em metabólicos: letargia; retardo mental; ganho de peso (maior ingestão de comida), inatividade; intolerância ao frio, dermatológicos: como queda de pêlo de forma simétrica ou não em ambos os lados do corpo, envolvendo a região de flanco, base de orelhas e cauda (“cauda de rato”); pele ressecada e ou quebradiça; hiperpigmentação de pele; seborréia seca ou oleosa e infecção de pele (piodermite) que são geralmente recidivantes (ou seja, que melhoram após tratamento porém voltam algum tempo depois), reprodutivos: em fêmeas ocorre ciclo estral anormal (cio alterado); cio silencioso (ou seja, aquele que ocorre sem sangramento, aumento de vulva e mudança de comportamento); aborto espontâneo. Em machos ocorre falta de libido; atrofia testicular e infertilidade, neuromusculares: fraqueza; paralisia do nervo facial; convulsões, cardivasculares: contratilidade diminuída do coração; frequência cardíaca baixa (bradicardia) e arritmias cardíacas.Gastrointestinais: diarréia; constipação, oculares: depósito de lipídio na córnea; úlcera de córnea; inflamação da úvea (uveíte).

O diagnóstico é feito através dos exames de sangue que mensuram as concentrações séricas basais do hormônio da tireóide, mais os sintomas e história clínica do paciente.
O tratamento é realizado através da reposição hormonal com levotiroxina sódica (sintética) prescrita por um profissional da área (médico veterinário), que irá receitar a quantidade de medicação conforme o paciente. Retornos a cada 3 ou 4 meses serão solicitados pelo veterinário para que este possa fazer um monitoramento terapêutico da doença através de exames periódicos, avaliar se houve desaparecimento dos sinais clínicos do hipotireoidismo e em alguns casos se necessário, reajustar a quantidade de medicação que o animal irá receber.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

INTOXICAÇÃO POR CHOCOLATE, EM CÃES!

SE EU POSSO COMER CHOCOLATE POR QUE MEU CÃO NÃO PODE?

O chocolate é muito popular como guloseima para os animais. A maior parte das pessoas adora chocolate e muitos dos cães também. No entanto o chocolate não deve ser dado a animais. O chocolate contém uma substância chamada Teobromina (alcaloide), a qual é utilizada na indústria farmacêutica como diurético, estimulante do coração ou como vasodilatador.

A Teobromina é rapidamente absorvida pelo organismo do cão e após ingestão oral torna-se em pouco tempo um poderoso estimulante do sistema nervoso central e coração. Provocando um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à uma grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves.
Quanto mais escuro, “puro e concentrado”, for o chocolate, mais Teobromina possui e conseqüentemente maior o risco de intoxicação. Assim sendo o chocolate amargo, utilizado em confeitarias para fazer doces é o que oferece maior risco de intoxicação, pois possui em torno de 1,35% de Teobromina. No chocolate branco esse teor gira em torno de 0,005%.
A dose tóxica para cães é em torno de 100-150 mg por kg de peso e a dose letal situa-se entre 250-500 mg por kg de peso. Se um cão de 2,2 kg de peso ingerir uma dose de 113,4 gramas de chocolate ao leite, essa quantidade já é tóxica. Já se esse mesmo animal comer 12,9 gramas de chocolate amargo essa também será uma dose tóxica, pois a quantidade de teobromina vai variar nos diferentes tipos de chocolates existentes no mercado. Já um cão de 31,7 kg, para se intoxicar precisa ingerir 2.268 gramas de chocolate ao leite ou 185,8 gramas de chocolate amargo.
Outra particularidade da Teobromina é a sua meia vida, ou seja, o tempo que fica agindo no sangue do animal. No cão a meia vida da teobromina é de 17,5 horas, podendo ficar no organismo por até 6 dias, pois sua eliminação não acontece pelos rins, somente por via hepática.

Os sinais clínicos dessa intoxicação são percebidos entre 6 a 12 horas após a ingestão do chocolate. Os sintomas iniciais são: aumento da ingestão de água, vômito, diarreia, dilatação abdominal e inquietação (incômodo, agitação). O quadro pode evoluir para hiperatividade, aumento do volume urinário, ataxia, tremores e estado de apreensão. E, mais fatidicamente, aumento da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia), aumento dos movimentos respiratórios (taquipnéia), azulamento das mucosas (cianose – falta de oxigenação nos tecidos), hipertensão, aumento da temperatura corpórea e o quadro pode, enfim, evoluir para hipotensão, queda da temperatura corpórea, coma e morte.
Não existe antídoto para a intoxicação com Teobrominas e então o tratamento deve ser de suporte para os sintomas apresentados. Trata-se de uma emergência médica e a intervenção do Médico Veterinário se faz necessária e na maioria dos casos a internação é recomendada. Se a ingestão for recente (até 3 horas) a indução ao vômito deve ser instituída. Como o chocolate por sua constituição lipídica, tende a ficar “grudado” na mucosa gástrica, a lavagem gástrica pode ser feita, principalmente se a indução ao vomito não for satisfatória ou se já fizer mais tempo de ingestão. A fluidoterapia deve ser instituída para correção de distúrbios eletrolíticos, além da rehidratação do paciente. O diazepan pode ser usado para diminuir a excitabilidade assim como controle das convulsões; as arritmias devem ser corrigidas e o fluxo urinário deve ser mensurado. O uso de carvão ativado pode diminuir a absorção das Teobrominas, diminuindo a sua meia vida.
Caso a ingestão seja de chocolate branco ou um chocolate com baixa concentração de Teobromina o que pode ocorrer é somente um quadro gastroentérico (vômito e diarreia) devido a presença de lipídios e nesse caso os sintomas serão mais discretos e o prognóstico poderá ser bom, com uma rápida recuperação do animal, depois do tratamento sintomático.
Sendo assim, cabe a nós evitarmos terminantemente a ingestão de chocolate por nossos amigos.
Atualmente já se encontra no mercado chocolates específicos para cães, dessa forma se realmente você deseja fornecer ao seu pet um pouquinho de chocolate não ofereça do seu, adquira em uma pet shop um chocolate específico para ele.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

PANCREATITE EM CÃES




O pâncreas é um órgão comum aos sistemas endócrino e digestivo. Está localizado próximo ao estômago e ao intestino grosso e suas principais funções são: a produção de insulina e outros hormônios que regulam o metabolismo de carboidratos e secreção de enzimas digestivas que auxiliam na quebra de gorduras, carboidratos e proteínas da dieta ingerida. A pancreatite é uma condição dolorosa que resulta em inflamação (inchaço) do pâncreas, causando dor abdominal de moderada a grave.
Pode apresentar-se sob duas formas clínicas: aguda ou crônica. Enquanto a pancreatite aguda é definida como uma inflamação ou necrose nos tecidos pancreáticos ou peri-pancreáticos, que ocorre de forma repentina e com ausência de alterações histológicas permanentes, a pancreatite crônica é definida como uma doença inflamatória contínua do pâncreas, com a presença de fibrose e atrofia irreversível. Independente da forma de apresentação clínica, essa patologia representa alta taxa de mortalidade, principalmente por translocação bacteriana. Pode-se encontrar também a forma necrotizante ou hemorrágica e a forma purulenta ou abscesso pancreático.
A pancreatite pode  apresentar sintomas como: vômito, anorexia e dor abdominal. A doença pode ocorrer em cães fêmeas e machos de meia idade a idosos sendo menos comum nos de tenra idade. Algumas raças são mais predisponentes como: Schnauzer, Airdale, Poodle e Lhasa apso.


Alguns fatores também podem contribuir para o desenvolvimento da doença como: obesidade, dieta com altos teores de gordura, uso de fármacos (azatioprina, diuréticos, tetraciclinas, brometo de potássio, compostos estrogênicos, agentes quimioterápicos) e doenças intercorrentes (infecções, isquemia pancreática e uremia).
A princípio o exame utilizado para se chegar ao diagnóstico é a dosagem de concentrações séricas de amilase e lípase, as quais detectam apenas 50% dos animais que apresentam a doença. A amilase não é uma enzima específica do pâncreas sendo secretada também pelo pulmão, cérebro e duodeno.
O diagnóstico definitivo depende da associação dos resultados de concentração de lipase pancreática canina, imagens ecográficas compatíveis e manifestações
clínicas.

Durante o tratamento é importante manter o paciente sobre cuidados intensivos. Medicamentos que são comumente usados ​​para tratar a pancreatite em cães incluem antibióticos, analgésicos e antieméticos. Além disso é recomendado suprimir alimentação e água via oral por um período de tempo entre 2 e 5 dias, ou até mais se necessário, objetivando minimizar a sobrecarga pancreática. Dessa forma o suporte fluidoterápico se faz altamente necessário. A intervenção cirúrgica será necessária em casos de complicações intestinais ou inflamação grave do pâncreas.
Uma dieta específica e equilibrada considerando as quantidades de fibras e gorduras ingeridas se fará bastante necessária ajudando ao pâncreas a se recuperar.

domingo, 25 de janeiro de 2015

PARVOVIROSE CANINA

                                       
           
A parvovirose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada por um vírus de tamanho extremamente pequeno, o parvovírus, observado em diversos animais. A partícula infecciosa é bastante resistente, sobrevivendo na presença de pH entre 3,0 e 9,0, à inativação a temperatura de 56º C
por 60 minutos e tratamentos com solventes orgânicos, podendo sobreviver no meio
ambiente durante meses e anos. A única coisa capaz de eliminar o vírus é o cloro e/ou desinfetantes  específicos para a eliminação do vírus. Como por exemplo o Herbalvet T.A.
O vírus é transmitido pela eliminação das fezes. Muito comum em cães jovens, que ainda não tem o sistema imunológico formado e ainda não completaram o esquema de vacinação.
Acredita-se também que insetos e roedores podem transportar o vírus de um local para o outro.
              (Animal com diarréia de sangue causada pelo parvovírus)
Após o contato com o vírus, de quatro a cinco dias da infecção instalada, os sintomas começam a se apresentar, neste período o vírus chega à corrente sanguínea e atinge o intestino e a medula óssea causando sintomas como perda de apetite, depressão, febre, vômito, diarreia com presença de sangue com desidratação rápida, diminuição da temperatura corporal, icterícia (amarelamento da pele e mucosas devido à hepatite) e infecção bacteriana secundária. O parvovírus pode atingir também o músculo cardíaco, causando miocardite e levando ao quadro de insuficiência cardíaca com dificuldade respiratória, fibrose do miocárdio e por fim o óbito.

Alguns fatores contribuem para aumentar a severidade da doença, como o estresse, condições desfavoráveis em canis super lotados e mal higienizados, infecções bacterianas secundárias, ação conjunta de outros vírus (cinomose, coronavirose, etc) e endoparasitismo (verminose).
O diagnóstico pode ser feito através de exames de sangue tradicionais com base na contagem das células brancas sanguíneas (leucócitos). Ou através de um teste rápido com amostra de fezes e vômitos. Na parvovirose encontra-se uma contagem reduzida de glóbulos brancos (leucopenia).
A melhor forma de prevenir a parvovirose é vacinar o cão anualmente. E, em se tratando de filhotes não se deve levar o mesmo para passear enquanto o quadro vacinal ainda não estiver completo. O Médico Veterinário responsável pelas vacinas do filhote deve informar aos tutores a partir de qual data o filhote poderá iniciar seus passeios diários. A limpeza do ambiente também é de suma importância na prevenção, devem-se usar desinfetantes apropriados, pois somente estes eliminam o vírus.