segunda-feira, 12 de outubro de 2015

VACINANDO CÃES FILHOTES

A vacina é de extrema importância para o seu animal, visando à proteção do seu pet contra as mais variadas doenças. Para ser bem sucedida, à vacinação deve ser seriada, ou seja, devemos ministrar a primeira dose entre 45 e 60 dias de vida e depois mais dois reforços em média.

Aqui no Brasil os cães costumam ser vacinados contra cinomose, parvovírose canina , hepatite canina infecciosa (adenovirus tipo 1), vírus da parainfluenza, leptospirose e suas diferentes cepas (L. canicola, L. grippotyphosa, L. icterohaemorrhagiae e L. pomona), adenovírus tipo 2, coronavirosa canina, além da tosse dos canis (bortetella bronchiseptica)  e raiva separadamente. 

Deve existir um planejamento de vacinação que comporte várias doses de vacinas no que se refere aos filhotes, o qual deve ser feito em função da idade, dos desafios de campo existentes no local da moradia do animal, dentre outros fatores. Tal conduta se faz necessária pois os animais não respondem  da mesma forma e ao mesmo tempo à vacinação. Um esquema de doses múltiplas serviria para, então, proteger tanto os mais precoces quanto os mais tardios.
Além disso, o animal a ser vacinado deve ter excelente saúde, ser livre de parasitas e permanecer em "quarentena" até o fim das primo-vacinações, isto é, não deve sair à rua ou entrar em contato com outros animais que possam transmitir doenças. A vacinação ajuda não só a manter seu filhote saudável, mas também a evitar a disseminação de doenças, beneficiando a população de cães domésticos como um todo. Seu animal somente estará protegido contra as diferentes doenças para poder sair as ruas e passear entre 15 e 30 dias depois de terminado todo o esquema de vacinação.
Ao ser vacinado, o filhote recebe uma pequena dose de vírus ou bactérias para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra esses agentes. Tais agentes virais ou bacterianos geralmente estão mortos ou inativados e, por essa razão, são incapazes de provocar a doença. 
O reforço anual de todas as vacinas é necessário e imprescindível para a boa saúde do seu parceiro. SERÁ? Vários estudos atualmente estão apontando para outros caminhos! Mas isso é assunto para outro artigo!

IMPORTANTE => verifique se a caderneta de vacinação de seu amigão está em dia e em caso negativo procure um Médico Veterinário o mais rápido possível.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

"OSSO" DE COURO BOVINO

Um dos Petisco mais Populares do Brasil!

Ao contrário do que muitos pensam, o "osso" de couro de boi não é oriundo da indústria de carnes, mas sim um subproduto da indústria de couro. Dessa forma, pelo menos em tese, ele não é um petisco!
Até ao momento da comercialização esse couro passa por diversos tratamentos químicos objetivando sua conservação, clareamento, tingimento, etc. Recebendo inclusive adição de flavorizantes (substâncias que adicionadas a um alimento ou medicamento lhes conferem melhor palatabilidade).

Nos rótulos dos "ossos" de couro comercializados nos Estados Unidos e Canadá encontramos um aviso em letras minúsculas, mais ou menos como descrito abaixo:

"Caso seu cão venha a engolir grandes pedaços, poderá haver obstrução do esôfago ou outras partes do trato digestivo, ocorrendo dessa forma um grande risco do animal vir à óbito, podendo ser necessário recorrer a procedimento cirúrgico o mais rápido possível para resolução do problema.”
No início de sua utilização, o osso de couro está duro e consistente, mas à medida em que o cão vai mastigando, o mesmo umedece com a saliva e se desfaz, os nós vão se soltando e o "petisco" adquire a consistência de um caramelo borrachudo ou de um chiclete, e, é justamente nesse momento, em que o cão está super empenhado em mastigá-lo é que os pedaços que se desprendem podem ser engolidos, causando sérios problemas de obstrução no trato digestivo do cão.
No Facebook e em outros locais da internet encontra-se inúmeros relatos de proprietários, em que seus cães tiveram problemas de obstrução do trato digestivo com pedaços de "ossos" de couro de boi.
Existem opções mais seguras  e super saudáveis para os cães roerem e se divertirem, como por exemplo fornecer uma cenoura crua, outra excelente opção é o fornecimento de ossos naturais, acesse o link a seguir para saber mais sobre como e quais ossos naturais poderá fornecer ao sue amigão: http://www.cachorroverde.com.br/index.php/ossos-recreativos/

IMPORTANTE:
A mastigação é um comportamento natural em cães de todas as idades. Mastigar ajuda seu cão a reduzir o estresse e o tédio, dessa forma, é de suma importância sempre fornecermos brinquedos aos nossos pets, distraindo-os e os mantendo envolvidos em atividades apropriadas.
Os brinquedos são ferramentas importantes no controle da ansiedade e nas brincadeiras, ajudando a gastar energia, dando vazão aos instintos naturais dos cães. Destruir os brinquedos faz parte de um comportamento saudável, por isso nunca repreenda-o em função disso. Agora, é muito importante vistoriarmos diariamente os brinquedinhos de nossos pets, evitando assim que eles venham a engolir os pedaços que com o passar do tempo vão sendo arrancados.

sábado, 6 de junho de 2015

REMÉDIOS PROIBIDOS PARA CÃES E GATOS

REMÉDIOS PARA HUMANOS NÃO DEVEM SER USADOS POR CÃES E GATOS!

Ao se deparar com o animal com algum problema de saúde muitos proprietários ao invés de levar o animal ao médico veterinário, preferem medica-lo por conta própria fazendo uso de medicações humanas, podendo causar danos irreversíveis aos seus animais de estimação.

O sistema digestivo dos cães e dos gatos, apesar de semelhante ao humano, não funciona exatamente da mesma forma. Os órgãos do sistema digestivo desses animais não têm a capacidade de absorver e sintetizar alguns medicamentos utilizados por nós, como alguns tipos de anti-inflamatórios e analgésicos.
Dessa forma, muitos medicamentos de uso humano, podem causar aos cães e aos gatos problemas de intoxicação, alergia e até mesmo causar a morte.
Alguns medicamentos de uso humano podem sim ser ministrados em animais e até são receitados por médicos veterinários, mas somente o médico veterinário é o profissional indicado para isso, o proprietário do animal jamais deve tentar medicar seu amigão, ou poderá causar problemas seríssimos ao seu pet.

Os anti-inflamatórios a base de Diclofenaco de Sódio (Cataflan, Voltaren) muito utilizados por nós, se ministrados a cães e gatos pode ocasionar vários problemas gastrintestinais, como úlceras hemorrágicas no estômago e duodeno, levando à vômitos e diarreia com sangue. Também pode ocorrer insuficiência renal, uma grave lesão nos rins podendo a mesma levar à morte.
Muitas vezes o problema inicial o qual motivou o proprietário a dar a medicação acaba ficando em segundo plano, pois as consequências de dar uma medicação errada são bem graves.

O AAS (Ácido Acetil Salicílico), substância ativa também da Aspirina, Doril e Melhoral, é extremamente tóxico para os gatos, devido a deficiência do mesmo em produzir uma determinada enzima hepática que metabolizaria o medicamento e traria como consequência a eliminação do composto.

Já o Paracetamol (Tylenol,Panadol, Panasorbe, Ben-U-Ron, Dafaldan), jamais deve ser ministrado aos gatos, pois via de regra quando isso ocorre é fatal, o organismo dos gatos não consegue eliminar o medicamento. Aos cães o efeito não é tão devastador, mas também poderá causar lesões hepáticas irreversíveis, portanto também é contra-indicado.
Outro caso que ocorre com muita frequência é quando alguns proprietários ao verificarem problemas oculares em seus pets acabam instilando qualquer colírio que tenham em casa objetivando aliviar logo o sofrimento do seu amigo, mas tal ato poderá causar problemas gravíssimos ao animal,como por exemplo instilar um colírio a base de corticosteroide  em casos de ulceração de córnea, pois ao invés de se obter a melhora aumentará o tamanho da úlcera complicando ainda mais o tratamento.
Dessa forma é bom deixar claro que nos caso da ulceração de córnea não se deve utilizar colírios a base de corticosteroide.

Lembre-se, existem medicamentos próprios e aprovados para o uso em animais de companhia, sendo na maior parte deles não utilizados por nós. Esta especificidade deve sempre ser respeitada.
Assim como não devemos nos auto-medicar também não devemos medicar nosso animalzinho de estimação. Dessa forma ao se observar qualquer problema com seu pet procure imediatamente um médico veterinário o qual é o profissional legalmente habilitado para cuidar dos animais.

sábado, 23 de maio de 2015

ALERGIA A PICADA DE PULGA

A DAPP (Dermatite Alérgica a Picada de Pulga) acomete cães e gatos sendo considerada bastante comum no dia a dia do clínico veterinário podendo corresponder a 90% dos casos de coceiras (prurido) nos gatos e a 40% no caso dos cães.
É causada pela injeção da saliva das pulgas na pele no momento em que as mesmas vão se alimentar do animal, pois além de suas propriedades anticoagulantes a saliva também possui mais de 15 componentes altamente alergênicos. 
Vale ressaltar que somente os animais que possuem sensibilidade alérgica é que irão reagir a presença das pulgas, uma vez que se pode observar animais intensamente parasitados sem sintoma algum da DAPP. Também vale ressaltar que  não é necessário infestação para se observar a presença dos sintomas em indivíduos pré-dispostos, bastando a presença de uma única pulga para que os mesmos apresentem os sintomas.
As pulgas são ectoparasitas chamados temporários uma vez que vão aos animais somente para se alimentarem, estando presente maciçamente no ambiente, ou seja, somente 5% das pulgas estão no animal os 95% restante estão no ambiente. E é justamente no ambiente que as pulgas vão fazer a postura de seus ovos. Dessa forma, tal informação é de suma importância para o  sucesso do tratamento, pois na verdade é muito mais importante efetuarmos a eliminação das pulgas no ambiente que no próprio animal.
EXCREMENTOS DE PULGA:
Os parasitas alimentam-se do sangue do animal defecando depois sobre o corpo do mesmo. 
Tal fato é facilmente visualizado em animais de pelagem branca, mas com um pouco mais de atenção, também se é possível essa visualização em animais de pelagem escura.
O principal sintoma observado é a coceira (prurido), uma vez que a mesma é que acaba levando ao aparecimento de lesões secundárias como escoriações, feridas com secreção sanguinolenta e crostas. 
O diagnóstico é feito com base na história clínica, na presença de fezes e/ou pulgas e de lesões pruriginosas compatíveis com a doença. Mesmo na ausência dos ectoparasitas, se a doença for suspeita, o animal deve ser submetido ao tratamento e a sua resposta deve ser observada.
Cães infectados com pulgas também são portadores de Dipylidium Caninum (parasita intestinal). Dessa forma ao traçarmos um tratamento temos sempre que incluir a ministração de um vermífugo específico.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ESCOVAR OS DENTES DE CÃES E GATOS É FRESCURA?

CLARO QUE NÃO! 
Na verdade a higiene bucal de nossos pets é tão importante para a saúde deles quanto é para nossa.
Sem higiene bucal ocorre a formação de placa bacteriana a qual é responsável pelo mal hálito e pelo acúmulo de tártaro que nada mais é senão a mineralização da placa bacteriana, ou seja, um depósito de minerais oriundos da saliva e do resto de alimentos.
O acúmulo de tátaro via de regra causa gengivite e periodontite, caracterizando assim a doença periodontal, a qual acomete os tecidos de suporte (gengiva) e sustentação dos dentes.

A conseqüência mais grave da doença periodontal é que tais bactérias e seus metabólitos caiam por um motivo qualquer na corrente sanguínea e que dessa forma venham a se alojarem em órgãos vitais como rins, coração, fígado entre outros.

Por isso é de fundamental importância que tomemos algumas medidas que visam a minimizar tais riscos:

Como por exemplo fornecer aos nossos amigos de forma rotineira ração seca, além de deixarmos ao seu dispor brinquedinhos (conhecidos como dental bone), biscoitinhos e ossinhos específicos que evitam o acúmulo do tártaro.
Sendo também de suma importância proceder diariamente a escovação dos dentes utilizando material adequado (dedeira ou escova apropriada) e Pasta de Dentes específica para cães e Gatos as quais não contém Flúor e podem ser engolidas sem nenhum problema para saúde de nossos amigões.

Além disso, recomenda-se pelo menos uma visita anual ao seu médico veterinário para verificação da necessidade da limpeza de tártaro.

domingo, 12 de abril de 2015

SARNA DEMODÉCICA

A sarna demodécica canina é causada por um Ácaro, o Demodex Canis, o qual a princípio habita a pele de todos os cães, presente nos folículos pilosos e por vezes nas glândulas sebáceas. Não havendo nenhum risco de transmissão para o homem.
Ácaro: é a designação comum a algumas espécies de artrópodes da subclasse Acarina(=Acari), pertencentes à classe dos aracnídeos, subclasse à qual pertencem mais de 30.000 espécies. 


Até pouco tempo a sarna demodécica era considerada uma "doença hereditária". Atualmente sabe-se que a questão da hereditariedade está ligada a uma deficiência do sistema imunológico, mais especificamente, a produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imunológico. Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento dos sintomas da sarna demodécica e de outras doenças. 
Alguns experimentos comprovaram que não há transmissão intra-uterina, dessa forma descarta-se a probabilidade da mesma ser considerara congênita.


Os sintomas da Sarna Demodécica geralmente aparecem quando um determinado indivíduo portador da pré-disposição genética (a nível de Linfócitos T) passa por uma ou mais situações bastante específicas como por exemplo uma situação de estresse, esse estresse acaba fragilizando o sistema imunológico do indivíduo. Essa fragilidade acaba alterando de alguma forma a pele do cão e tornando a mesma um ambiente propício para a proliferação do ácaro.
As situações que podem causar a imunossupressão nos indivíduos com pré-disposição podem ocorrer também por erro de manejo (limpeza incorreta do ambiente), em função de algumas doenças (hipotireoidismo, neoplasias, infestação de parasitas), cirurgias, uso prolongado de corticosteroides, etc.
Dessa forma, como pelo menos até o presente momento não temos como saber previamente se nosso cãozinho pertence ou não ao grupo com deficiência a nível de Linfócitos T, podendo ficar suscetível à uma proliferação desordenada dos Ácaros da Sarna Demodécica em função de uma ou mais situações acima citadas e até mesmo a outras moléstias. Devemos e podemos então tentar evitar algumas situações como por exemplo erro de manejo, executando um manejo correto no ambiente, dando preferência a utilização de um produto a base de Quaternário de Amônio (Herbalvet), nas diluições e periodicidades recomendadas pelos fabricantes. Além disso, devemos evitar ao máximo as situações de estresse, manter nossos amigões livres de parasitas internos e externos etc.


É de suma importância também deixar bem claro que, para que um determinado profissional possa concluir definitivamente sobre a pré-disposição genética (a nível de Linfócitos T), no caso específico da Sarna Demodécica se faz necessário um raspado de pele realizado através de técnica correta, levando o material ao microscópio, constatando a presença de vários ácaros em seus diversos estágios de desenvolvimento por campo de observação (ovo, larva, ninfa e adulto). A presença por exemplo de apenas um ácaro não torna o resultado do exame conclusivo em relação à hereditariedade, uma vez que o ácaro já habita a pele de todos os cães. É também muito importante pesquisar pais sintomáticos sempre que possível. 
Além disso, deve-se considerar também a idade do animal, pois animais jovens podem ser acometidos de uma proliferação de ácaros, serem tratados e nunca mais virem a apresentar sintomas (Sarna Demodécica Juvenil), uma vez que um filhote é um organismos em formação e não tem ainda suas defesas totalmente constituídas, o que não significa, pelo menos nesse momento específico, que aquele indivíduo tenha algum problema a nível de Linfócitos T para que se possa concluir pela pré-disposição genética. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

HIPOTIROIDISMO EM CÃES

O hipotireoidismo é uma doença de grande incidência em cães, porém pouco comum em gatos. A glândula tireóide possui uma série de funções, sendo mais conhecida devido a sua capacidade de regulação do metabolismo.

O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireóide passa a não produzir a quantidade necessária de hormônio. A doença gera uma série de diferentes sintomas que podem estar relacionados a outras doenças. Suspeita-se de hipotireoidismo quando o animal apresenta sintomas de obesidade, ganho de peso excessivo e rápido, alopecia (queda de pêlos) e problemas de pele, sendo a maioria desses sintomas em conjunto.
Por ser a glândula tireóide a responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina), um simples exame de sangue, em teoria, seria o suficiente para que o diagnóstico da doença fosse feito de maneira precisa. No entanto, muitos cachorros contam com uma quantidade muito baixa destes hormônios na sua circulação e, nesses casos, o animalzinho pode acabar ficando sem um diagnóstico correto por anos.
Tanto as causas quanto os sintomas que envolvem a ocorrência desta doença em cães são diversos e, infelizmente, não há maneiras de ajudar para que seu cãozinho fique previnido do problema. Entretanto, uma das razões que pode desencadear a doença é, justamente, a predisposição genética para o hipotireoidismo que algumas raças específicas possuem.
Na maioria das vezes, os cães passam a mostrar os primeiros sinais relacionados à doença quando chegam à meia-idade (entre cinco e dez anos de vida) e, além de haver uma predisposição genética por parte dos cachorros de algumas raças determinadas, especialistas afirmam que os animais castrados - tanto machos como fêmeas - podem apresentar um risco maior de desenvolver a doença quando comparados aos pets não-castrados.
O hipotireoidismo pode ocorrer sempre que houver algum distúrbio no eixo hipotálamo-hipófise-tireóide, porém mais de 95% dos casos ocorre devido a uma destruição da glândula tireóide. 50% dos casos em que há destruição da glândula tireóide em cães, estão relacionados a doenças auto-imunes, em que o próprio organismo mata as células da tireóide. Os outros 50% são causados por atrofia do tecido da glândula tireóide e conseqüente infiltração de tecido gorduroso na glândula. A causa desta atrofia e substituição por tecido gorduroso ainda é desconhecida.
Entre as raças que têm maiores chances de apresentar a doença ao longo da vida, podemos citar Golden Retriever, Doberman, Pinscher, Setter Irlandês, Schnauzer Miniatura, Dogue Alemão, Boxer, Poodle, Dachshund, Cocker Spaniel, Rottweiler, Beagle, Labrador e Airedale Terrier. Assim como há raças com maior risco da doença, há, também, outras em que o problema dificilmente ocorre, como no caso do Pastor Alemão e da maioria dos cães de raça mestiça.
Os sintomas são muito variáveis e dependem da idade do animal em que aparece a deficiência dos hormônios da tireóide. Porém os sintomas compreendem em metabólicos: letargia; retardo mental; ganho de peso (maior ingestão de comida), inatividade; intolerância ao frio, dermatológicos: como queda de pêlo de forma simétrica ou não em ambos os lados do corpo, envolvendo a região de flanco, base de orelhas e cauda (“cauda de rato”); pele ressecada e ou quebradiça; hiperpigmentação de pele; seborréia seca ou oleosa e infecção de pele (piodermite) que são geralmente recidivantes (ou seja, que melhoram após tratamento porém voltam algum tempo depois), reprodutivos: em fêmeas ocorre ciclo estral anormal (cio alterado); cio silencioso (ou seja, aquele que ocorre sem sangramento, aumento de vulva e mudança de comportamento); aborto espontâneo. Em machos ocorre falta de libido; atrofia testicular e infertilidade, neuromusculares: fraqueza; paralisia do nervo facial; convulsões, cardivasculares: contratilidade diminuída do coração; frequência cardíaca baixa (bradicardia) e arritmias cardíacas.Gastrointestinais: diarréia; constipação, oculares: depósito de lipídio na córnea; úlcera de córnea; inflamação da úvea (uveíte).

O diagnóstico é feito através dos exames de sangue que mensuram as concentrações séricas basais do hormônio da tireóide, mais os sintomas e história clínica do paciente.
O tratamento é realizado através da reposição hormonal com levotiroxina sódica (sintética) prescrita por um profissional da área (médico veterinário), que irá receitar a quantidade de medicação conforme o paciente. Retornos a cada 3 ou 4 meses serão solicitados pelo veterinário para que este possa fazer um monitoramento terapêutico da doença através de exames periódicos, avaliar se houve desaparecimento dos sinais clínicos do hipotireoidismo e em alguns casos se necessário, reajustar a quantidade de medicação que o animal irá receber.